TANGOLERO

 

Cláudia Villela de Andrade

 

 

 

 

 

 

Quero pular esse muro, cair no abismo,

entrar no escuro do seu violão.

Quero invadir sua alma, lamber seu pecado,

molhar com seu gozo, minha compreensão.

 

Fazer dos abraços, os meus próprios passos

Marcando com  lama , dor e  traição.

Com os olhos fechados, escutar acordada

O bater da razão no nosso portão.

 

Você,

difícil de se dominar.

 

Se for abismo,

vou me atirar

Se for muro,

pretendo escalar.

Se for encanto,

desaparecer.

Mistério,

vou iniciar.

 

Se danço o  bolero, imagino  

um tango

Rosa tinta,  podada.

pinga - sangue,

pétala  rara.

 

 

E agora,
contando essa história,
com vergonha do amor,
só posso escrever:


Um tangolero pra você !

 

 

Cláudia Villela de Andrade

clavill@prosaeverso.com


Leia mais sobre Cláudia clicando em seu nome ou em

www.claudiavilleladeandrade.prosaeverso.com

 


 

 
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04.10.2002