REFLEXÃO POÉTICA Silêncio no papel. Meus versos estão iguais ao sangue dessa caneta. As estrofes caminham separadas, A música do verbo amar dançou no fundo dessa tela fria. Porque as rimas fazem parte do passado doce da poesia , Mas a poesia se descoloriu... Não tem mais fantasia. Silêncio no meu coração. A afeição desmontou-se na esquina da indiferença E o despeito na nossa história apagou a chama da magia. Espalhou a faísca triste, doída e seca da monotonia. E a poesia ressurgiu na aba da mais extrema agonia, Fazendo o verso se apresentar Na mais perfeita sintonia. Eco nesse silêncio, Palavra ambígua, de muitas rimas... melancolia. Música embalada ao ritmo do sonho eterno e da harmonia Formas, pincéis e cores, mormaço denso da alegria Recita o verso riscado Dela, a feiticeira, ... a poesia.
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04.10.2002