REFLEXÃO POÉTICA

Cláudia Villela de Andrade

 

 

Silêncio no papel.

Meus versos estão iguais ao sangue dessa caneta.

As estrofes caminham  separadas, 

nuas e  sozinhas

A música do verbo amar dançou no fundo dessa tela fria.

Porque as rimas fazem parte do passado doce da poesia ,

Mas a  poesia se descoloriu...

Não tem mais fantasia.

 

Silêncio no meu coração.

A afeição  desmontou-se na esquina da indiferença

E o despeito na nossa história apagou  a chama da magia.

Espalhou  a faísca triste, doída e  seca da monotonia.

E a poesia ressurgiu na aba  da mais extrema  agonia,

Fazendo o verso se apresentar

Na mais perfeita sintonia.

 

Eco nesse silêncio,

Palavra ambígua, de muitas rimas... melancolia.

Música embalada ao ritmo do sonho eterno e da harmonia

Formas, pincéis e cores, mormaço denso da alegria

Recita o verso riscado

Dela,  a feiticeira,

A pétala,  Deusa, Dália...

 

... a poesia.

 

Cláudia Villela de Andrade

clavill@prosaeverso.com

 

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www.claudiavilleladeandrade.prosaeverso.com

 

 

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04.10.2002