Os sete véus

Cláudia Villela de Andrade






Véus que me cobriam o rosto



e me tampavam a visão.

Fui tirando um a um

conforme o avanço da razão.



Primeiro o da inocência,

depois o véu da ilusão.

O tempo passou de repente

e arranquei o véu do perdão.

Lancei o véu do remorso

dentro de uma grande fogueira.

Pisei até despedaçar

no véu da minha culpa inteira.

Dei um nó e afundei no mar

o véu de quem me causava tormento.



No final, após muito lutar,

acabei com o véu do casamento.

 

 

Cláudia Villela de Andrade

clavill@prosaeverso.com

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www.claudiavilleladeandrade.prosaeverso.com

 

 


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04.10.2002