 Os sete véus Cláudia Villela de Andrade Véus que me cobriam o rosto e me tampavam a visão. Fui tirando um a um conforme o avanço da razão. Primeiro o da inocência, depois o véu da ilusão. O tempo passou de repente e arranquei o véu do perdão. Lancei o véu do remorso dentro de uma grande fogueira. Pisei até despedaçar no véu da minha culpa inteira. Dei um nó e afundei no mar o véu de quem me causava tormento. No final, após muito lutar, acabei com o véu do casamento.
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