BODAS

Cláudia Villela de Andrade





Com meu braço,

Enlaço teu corpo,

Relembrando a vida passada,

Tantos anos os dedos apertados 

Em anéis, pedras lapidadas.

Polindo rugas do tempo,

Amassando lençóis, 

sem mais nada.



Nossas bodas,

Festejos e danças,

Nossos filhos, diferentes de nós.

Vários netos rodeando o futuro

E o tempo... implacável, veloz. 

Como avança essa estreita união ?

E a chama de amor não termina?



Aprendemos a curar desatinos

Como duas velas pequeninas

Uma, arde paixão, 

Emoção.

E a outra sempre diz:



Tens razão.





Cláudia Villela de Andrade

clavill@prosaeverso.com

 

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www.claudiavilleladeandrade.prosaeverso.com

 

 

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04.10.2002